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Cangati - RIFIRI, É DURO APANHAR, JAMÉ!

  CANGATI é um fenômeno, vem ano, passa ano e ele continua a mesma coisa: nem diminui nem cresce, mas deixou de beber. Detalhe: agora, ele anda numa bicicleta proporcional a sua altura, parece um menino, mas deixa pra lá, pois não somos da pastoral da criança para estarmos medindo as pessoas. Cangati no futebol já foi de tudo, dono de time, treinador, roupeiro, bandeirinha e, por último, rifiri que por sinal dos bons. Uma passagem interessante desse famoso piolho na epopéia do estádio Mário Bezerra, quando Cangati era escalado para apitar, alguns jogadores mais desaforados, por serem maiores que ele, aproveitavam algumas deixas e o agrediam com pontapés (pensando que era um saco de lutador de boxe). Alguns torcedores, porém, invocados com aquele procedimento inadequado por parte de alguns atletas, decidiram fazer uma vaquinha e compraram um peixeirinha de 2 polegadas (só servia para tirar escama de peixe), e deram para o nosso herói, orientando-o: - Se partirem para lhe agredir, se...

Decisão do Campo dos Artistas

   Botafogo de Gusto e Fluminense de Everton disputavam a grande decisão do momento naquele domingo quente de julho no Campo dos Artistas.  O detalhe é que o seu principal jogador, o Luiz Alberto, estava atrasado para o embate, por conta de que ainda não tinha enchido os potes, obrigação diária imposta pela sua genitora, a dona Maria Clinaura.  Depois de completada essa tarefa, dona Maria Clinaura libera o menino e esse corre em disparada para o campo, de forma que desse tempo de jogar o restante da partida.  Tendo em vista que o seu reserva CAFÉ o estava substituindo, provisoriamente, Ubaldo grita: "eita, Café, lá vem Luiz Alberto, ó..." Sabendo que iria ser mesmo substituído, Café simula uma contusão e cai, bufando: "rapaz, peguei uma fisgada aqui no joelho, ó... Vou ter que sair!"

FLUMINENSE DE TERESINA 1975

Em 1975 o Fluminense de Teresina ainda destacou-se e assustava adversários como River, Flamengo e Tiradentes com aquela formação e a direção de desportistas comprometidos com o nosso desporto. À época, o futebol piauiense brilhava dentro de um contexto positivo e passava para os torcedores um brilho gigantesco, fazendo os nossos estádios ficarem lotados. Acima, na foto, disputando o campeonato piauiense, observamos o Fluminense de 1975no estádio Albertão, com a escalação de Paulo Henrique, Wilson, Brígido, Valdivino, Luiz e Cesar em pé da esquerda para a direita; Agachados, observamos o Antonio Wilson, Bola Sete, Mota, Gonçalo e Jair na ponta esquerda. Atualmente, o futebol requer recursos e os investimentos são poucos. Nossos times não conseguem mais estabelecer planejamentos consistentes pra que o nosso futebol volte a brilhar.

Retratos do nosso futebol

  O LANCHE DECISIVO O time do Palmeiras de Bucar participava de uma grande decisão na vizinha cidade de Guadalupe, por volta de 1965, mas como a estrada de acesso estava em péssimo estado de conservação, necessariamente, tiveram que viajar numa kombi pelo lado do Maranhão. O time de Floriano, basicamente completo, com seus 11 titulares, de forma que quando chegaram nas proximidades de Boa Esperança, surpreendentemente, teriam que atravessar o Parnaiba de canoa à vela. De repente, quando o jogador Sadica percebeu que o rio estava cheio e a correnteza forte, foi logo se alterando: - Porra, vocês sabem muito bem que eu não sei nadar; portanto, tô fora desse jogo! Vão vocês! Eu não vou, certo? A preocupação era deveras delicada naquele momento com o nosso craque Sadica, sabendo todos que a sua presença dentro de campo era fundamental naquela grande final e, por unanimidade, a pressão era necessária: - Ora, ora, tu num vai o quê, homem de Deus! Hoje, tu vai ter que aprender a nadar; ou ...

Álvaro, o arqueiro elástico

  HOMENAGEM AO GOLEIRAÇO DO CORISABBÁ  ÁLVARO  Álvaro Alexandre da Silva, nasceu em Campina Grande-PB em 30.03.1971, casado com a Sra. Jacira Maria Lima, agradecem pelos filhos que Deus os deu: Walkyson Ellery, Anália Priscilla e Douglas Fernando, funcionário Municipal, no estádio Tiberão onde foi Campeão Piauiense de Futebol de 1995 pelo Corisabbá. Num papo descontraído com Álvaro, foi surgindo perguntas e respostas interessantes. - Como você chegou ao time Corisabbá? - Foi através do Arrudá Bucar, torcedor fanático do Ceará, e nos conhecemos em Fortaleza-CE. - Como foi o convite para você jogar no Corisabbá? - O início da minha carreira foi no Campinense, depois no América até chegar ao Ceará Sporting. Fiquei parado por um tempo, e voltei para Campina Grande-PB, quando fui contatado pelo Arrudá, me convidando para jogar em Floriano-PI, topei na hora, isso aconteceu em 1992, quando cheguei fiquei maravilhado com a cidade e com a organização da diretoria, com planejamento...

Gol replay do Campo dos Artistas

  Um dos pontos mais fortes de Luiz Orlando, ex- craque do futebol de poeira de Floriano, no período romântico, (  ele é o ponta de lança da foto ao lado do time do Cruzeiro de 1971 no Mário Bezerra  ),  era a catimba e, inclusive, ele destaca um lance engraçado, que ele contava sempre com saudades: “tratava-se de uma partida disputadíssima, acirrada no Campo dos Artistas, por volta de sessenta e sete. Botafogo de Gusto contra o nosso maior rival, o Flamengo de Tiberinho (perder pra eles era um trauma terrível), até hoje esse lance é conhecido como o GOL REPLAY, sem televisão, pode? Mas você vai perceber como pode. Começa o jogo e, logo aos vinte minutos, o Flamengo de Tiberinho faz 1 a 0. Encerrado o primeiro tempo, no intervalo, conversamos o que poderíamos fazer, o jeito era ir pra cima, para o ataque, não podíamos de maneira alguma perder essa grande decisão. Bola rolando na segunda etapa e, logo na metade do tempo, há uma falta a nosso favor, próximo da gr...

River de 1958

   O futebol de Floriano e de outras cidades, como Picos, Oeiras, Guadalupe nos anos de 1960 prosperava o amadorismo e despertava o interesse de apaixonados empresários e políticos a região ao ponto de se consagrarem na sociedade de suas cidades. Seu Milton das Casas das Roupas, o antigo vereador Desdete Macrrão (entusiasta), Merval Lúcio, Nelson Oliveira, Nazareno Araújo, Luiz Meireles e tantos outros trabalhavam em torno do desenvolvimento do nosso futebol com o Ferroviário de Floriano, que chegou a disputar o campeonato piauiense nos anos de 1964, 1965 e 1966 fazendo boas campanhas. Pompéia, SADICA, Rômulo, Zequinha, Vicentinho, Valdivino, Lino, Veludo, Didi, Sóstenes, Fortaleza, Popó, João Maiô, Cristovão, Zezeca, Jeremias e tantos outros aos domingos brilhavam no estáddio José Meireles. Na foto acima, do acervo do nosso amigo Severino Filho, observamos à direita, agachado, o nosso craque Sadica, quando passou pelo River no ano de 1958, sagrando-se campeão naquela temporad...