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Cangati - RIFIRI, É DURO APANHAR, JAMÉ!

 

CANGATI é um fenômeno, vem ano, passa ano e ele continua a mesma coisa: nem diminui nem cresce, mas deixou de beber. Detalhe: agora, ele anda numa bicicleta proporcional a sua altura, parece um menino, mas deixa pra lá, pois não somos da pastoral da criança para estarmos medindo as pessoas.

Cangati no futebol já foi de tudo, dono de time, treinador, roupeiro, bandeirinha e, por último, rifiri que por sinal dos bons.

Uma passagem interessante desse famoso piolho na epopéia do estádio Mário Bezerra, quando Cangati era escalado para apitar, alguns jogadores mais desaforados, por serem maiores que ele, aproveitavam algumas deixas e o agrediam com pontapés (pensando que era um saco de lutador de boxe).

Alguns torcedores, porém, invocados com aquele procedimento inadequado por parte de alguns atletas, decidiram fazer uma vaquinha e compraram um peixeirinha de 2 polegadas (só servia para tirar escama de peixe), e deram para o nosso herói, orientando-o:

- Se partirem para lhe agredir, seja homi, puxe a bicha e enfrente que dá certo, tu vai ver!

- Vixe! Será que dá certo, véi?

- Dáááá, sim! Num se preocupe! Qualquer coisa, estamos lá enriba da arquibancada.

- Rapaz, daqui que vocês desçam pra me ajudar já muito tempo tô lascado!

Abre-se as cortinas e começa o espetáculo, bola vai, bola vem, de repente, num lance, Cangati marca falta, um dos famosos agressores, partira para cima. Cangati, num pulo de gato, quase que mortal, meteu a mão no cós do calção e puxara de uma bainha novinha feito especial para a peixeirinha, dizendo:

- Vem, cabra da peste, se tu é homi (O cabra saiu em disparada no rumo do matadouro, espantando até os urubus ali existentes, forçando os mesmos alçarem vôo de emergência!).

Moral da história: nunca mais agrediram o nosso querido e atuante rifiri.

Cangati, obrigado pela sua importante participação no futebol florianense!

Pesquisa: César / Colaboração: Lauro Cronemberger

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